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ANEEL abre consulta pública para definir critérios de redução de tarifas de energia no Norte e Nordeste

ANEEL abre consulta pública para definir critérios de redução de tarifas de energia no Norte e Nordeste

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lançou uma consulta pública para ouvir a sociedade sobre os critérios que devem ser utilizados na destinação de recursos com o objetivo de reduzir as tarifas de energia elétrica nas regiões Norte e Nordeste. O processo, iniciado em dezembro de 2025, vai até 8 de janeiro de 2026, permitindo contribuições de consumidores, especialistas e agentes do setor por meio de um e-mail oficial.

 

A iniciativa faz parte de um esforço da agência reguladora para garantir modicidade tarifária — ou seja, tarifas mais justas e equilibradas — por meio da aplicação de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) originados da repactuação de parcelas vinculadas ao Uso de Bem Público (UBP). 

 

A área técnica da ANEEL propôs quatro alternativas preliminares para o rateio desses recursos: distribuição conforme o tamanho do mercado cativo de cada distribuidora; ponderação pelo nível de tensão (baixa, média ou alta); redução equilibrada para garantir a mesma porcentagem de desconto para todos os consumidores; ou uma combinação do mercado cativo com perdas não técnicas reconhecidas pela regulação.

 

A proposta reforça a importância da participação social no processo regulatório. A agência destaca que as contribuições podem ampliar e aperfeiçoar os critérios, com o intuito de alcançar resultados mais justos e transparentes para consumidores residenciais e empresariais dessas regiões.

 

Com essa consulta pública, a ANEEL busca promover transparência e engajamento democrático nas decisões que impactam diretamente o bolso dos usuários de energia elétrica no Norte e no Nordeste, regiões historicamente com custos tarifários elevados em comparação ao restante do país.

ABB amplia infraestrutura de recarga e impulsiona mobilidade elétrica no Brasil

ABB amplia infraestrutura de recarga e impulsiona mobilidade elétrica no Brasil

A ABB, reconhecida globalmente por sua atuação em eletrificação e automação, vem fortalecendo sua presença no Brasil com investimentos em infraestrutura de carregamento ultrarrápido para veículos elétricos, em resposta ao crescimento da mobilidade elétrica no país. Empresas como a suíça estão trazendo ao mercado nacional soluções avançadas de recarga, como os carregadores A400, com potências que variam de 200 kW a 400 kW, capazes de atender tanto carros quanto ônibus e veículos comerciais, e preparando a chegada de modelos ainda mais potentes, como o MCS1200 de 1,2 MW, voltado ao transporte pesado, para 2026.

Essas tecnologias permitem recargas rápidas em tempos cada vez menores, além de recursos de gestão inteligente de energia — como balanceamento de carga entre veículos e conectividade em nuvem — essenciais para suportar o aumento da frota elétrica e reduzir os custos operacionais da infraestrutura.

A implantação desses sistemas ocorre em um momento em que a rede de recarga do Brasil enfrenta desafios diante da expansão acelerada dos veículos elétricos. Com projeções que estimam cerca de 1,4 milhão de EVs em circulação até 2030, a demanda por estações de recarga de alta potência cresce, enquanto o país ainda possui um número limitado de pontos de recarga — milhares a menos do que o ideal estimado por consultorias do setor.

Parcerias estratégicas também estão em andamento: a colaboração entre a ABB e o Grupo Graal, por exemplo, resultou na instalação de dezenas de pontos de recarga rápidos e semi-rápidos em rodovias brasileiras, proporcionando aos motoristas a conveniência de recarregar seus veículos em menos de 30 minutos e contribuindo para a formação de uma rede mais robusta de mobilidade elétrica.

Com esses movimentos, a ABB reforça seu compromisso com a transição energética e com a expansão de uma mobilidade mais sustentável no Brasil, oferecendo tecnologias que atendem às necessidades crescentes do mercado e preparando o terreno para uma expansão cada vez mais ampla da eletromobilidade no país.

Energia solar lidera crescimento da matriz elétrica brasileira em novembro

Energia solar lidera crescimento da matriz elétrica brasileira em novembro

A energia solar assume protagonismo absoluto na recente expansão da matriz elétrica do Brasil. Em novembro, todas as usinas que entraram em operação comercial foram de fonte fotovoltaica — quatro em Minas Gerais (totalizando 176,40 MW) e uma no Ceará (9,82 MW), segundo dados divulgados pela ANEEL.


No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o país ampliou sua capacidade de geração em 6.751,03 megawatts (MW), resultado de um conjunto de 118 novas usinas. Destas, 53 são centrais solares fotovoltaicas, com adição de 2.464,04 MW — seguida por 37 eólicas (1.537,90 MW), 13 termelétricas (2.493,05 MW), além de pequenas centrais hidrelétricas, uma hidrelétrica convencional e uma CGH.


A diversificação das fontes mostra a robustez da matriz energética brasileira: até 1º de dezembro, o total fiscalizado alcança 215.576,6 MW — sendo 84,45% dessa capacidade proveniente de fontes renováveis.A expressiva participação da energia solar demonstra a maturidade e competitividade crescente da tecnologia fotovoltaica no país, impulsionada pela abundância de radiação solar e pela aceleração dos investimentos no setor.


Para especialistas e para o setor como um todo, esse salto no uso da energia solar representa um passo decisivo rumo a uma matriz mais limpa, sustentável e resiliente — reforçando a importância da transição energética no Brasil.

Conta de luz deve ficar mais leve em dezembro com bandeira amarela

Conta de luz deve ficar mais leve em dezembro com bandeira amarela

A ANEEL anunciou nesta sexta-feira (28/11) que a bandeira tarifária para as contas de energia elétrica no Brasil passará de vermelha (patamar 1) em novembro para amarela em dezembro. A mudança representa uma redução no custo adicional: em vez de pagar R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, o consumidor agora pagará R$ 1,885 por 100 kWh.

A alteração se deve a condições de geração de energia “um pouco mais favoráveis”, graças ao início do período chuvoso e à previsão de chuvas mais intensas em dezembro, especialmente em regiões onde os reservatórios de hidrelétricas eram críticos. Mesmo assim, os níveis de precipitação ainda estão, em muitos locais, abaixo da média histórica para o mês — o que faz com que o uso de usinas termelétricas continue sendo necessário para garantir o abastecimento.

Para o consumidor, a mudança representa um alívio no orçamento doméstico. Embora a bandeira amarela ainda acrescente um custo extra, o valor menor ajuda a reduzir o peso da fatura em relação aos meses anteriores.

Especialistas alertam, no entanto, que a recuperação definitiva dos reservatórios — condição para, quem sabe, retornar à bandeira verde — depende da regularidade das chuvas nas próximas semanas. Ou seja: mesmo com a redução do adicional, o uso consciente da energia elétrica continua importante.

Com a bandeira amarela, dezembro deve ser um mês mais favorável para o bolso dos consumidores. Mas a luz no fim do túnel depende de clima e gestão do consumo — fatores que seguem determinantes.