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ANEEL anuncia bandeira tarifária verde em fevereiro

ANEEL anuncia bandeira tarifária verde em fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou que a bandeira tarifária permanecerá verde em fevereiro de 2026, o que significa que os consumidores não terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica neste mês. Essa decisão foi tomada com base nas condições favoráveis de geração de energia no país, refletindo uma melhoria nos níveis dos reservatórios das principais hidrelétricas.

De acordo com a ANEEL, as chuvas registradas ao longo de janeiro foram mais abundantes nas principais bacias hidrográficas, contribuindo para a recuperação dos reservatórios nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Isso reduz a necessidade de acionar usinas termelétricas — que geram energia com custos mais altos — e permite que a matriz elétrica opere com menor custo.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, é um mecanismo que sinaliza de forma transparente os custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. A bandeira verde indica um cenário de geração favorável, sem necessidade de acréscimos na conta de luz, diferentemente das bandeiras amarela ou vermelha, que implicam custos extras conforme as condições hidrológicas e operacionais do sistema.

Com a manutenção da bandeira verde em fevereiro, os consumidores terão um alívio no orçamento, já que não precisarão arcar com custos adicionais relacionados à tarifa de energia. A ANEEL também ressaltou a importância do uso consciente da energia elétrica, que continua sendo uma prática relevante mesmo em períodos de condições favoráveis de geração.

Mercado livre de energia continua em expansão e consolida crescimento no Brasil em 2025

Mercado livre de energia continua em expansão e consolida crescimento no Brasil em 2025

O mercado livre de energia elétrica no Brasil registrou mais de 21,7 mil novas migrações de consumidores em 2025, consolidando a tendência de expansão desse ambiente de contratação e elevando o total de participantes para cerca de 85 mil unidades consumidoras. Essa movimentação reforça a importância da modalidade, que proporciona mais autonomia e competitividade às empresas na hora de escolher seu fornecedor de energia elétrica.

Mesmo com um ritmo de migração menor do que o observado em 2024 — quando houve um pico de adesões em função da abertura do mercado para todos os consumidores do Grupo A — o mercado livre manteve crescimento expressivo. Isso demonstra o amadurecimento da modalidade, que já representa uma fatia significativa do consumo de eletricidade no país.

Especialistas indicam que essa fase de transição reflete uma adaptação natural após a expansão inicial impulsionada por mudanças regulatórias, com decisões mais criteriosas por parte de novos consumidores que buscam eficiência e previsibilidade nos custos de energia.

O avanço contínuo do mercado livre aponta para um cenário em que a liberdade de escolha e a competitividade entre fornecedores se tornam cada vez mais centrais no setor elétrico brasileiro, contribuindo para maior dinamismo e atração de investimentos no setor.

Matriz elétrica brasileira pode crescer mais de 9 GW em 2026, projeta ANEEL

Matriz elétrica brasileira pode crescer mais de 9 GW em 2026, projeta ANEEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou projeções indicando que a matriz elétrica do Brasil deverá crescer cerca de 9,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada ao longo de 2026, representando um aumento significativo em comparação com o verificado em 2025. Essa estimativa está baseada no Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie), ferramenta que acompanha a entrada de novas usinas no sistema elétrico nacional.

Esse acréscimo previsto de 9.142 megawatts (MW) indica um ritmo de expansão superior ao registrado no ano anterior, quando cerca de 7,4 GW foram adicionados à matriz brasileira. O avanço reforça o dinamismo do setor energético no país e reflete a continuidade de investimentos em projetos de geração de energia elétrica.

A projeção está alinhada com a tendência de diversificação da matriz elétrica brasileira, que há anos tem dado protagonismo às fontes renováveis — especialmente a solar fotovoltaica —, mas também inclui outras tecnologias de geração. A expansão da capacidade instalada contribui para garantir a segurança do fornecimento e atender ao crescimento da demanda por energia em todo o território nacional.

Além de fortalecer a matriz elétrica, esse incremento estimado deve gerar efeitos positivos para a economia, com a criação de empregos ligados a novos empreendimentos, estímulo a cadeias produtivas e maior competitividade do setor elétrico brasileiro.

Com essas projeções, o Brasil segue um caminho de ampliação de sua infraestrutura energética, consolidando o papel do planejamento regulatório e dos investimentos privados e públicos na expansão da oferta de energia elétrica no país.

Publicada portaria para contratar 50 pessoas para a ANEEL

Publicada portaria para contratar 50 pessoas para a ANEEL

Os Ministérios de Minas e Energia (MME) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizaram a ANEEL a contratar temporariamente até 50 profissionais para atender a necessidades urgentes e de excepcional interesse público da Agência. A medida foi publicada nesta quarta-feira (31/12) por meio da Portaria Conjunta MGI/MME nº 104, de 30 de dezembro de 2025.

 

A ANEEL realizará a seleção e a contratação de profissionais do banco de candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), nos termos da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993. Os contratos terão duração inicial de até quatro anos, com possibilidade de prorrogação por mais um ano. A Agência seguirá todas as etapas necessárias para que as contratações sejam efetivadas com a máxima celeridade e eficiência.

 

A medida reforça a capacidade operacional da ANEEL, o que permitirá o aprimoramento da qualidade dos serviços prestados ao setor elétrico e à sociedade brasileira. A agilidade em suprir demandas essenciais contribuirá para o cumprimento da missão regulatória da Agência em um período de desafios e transformações no cenário energético nacional.

ANEEL abre consulta pública para definir critérios de redução de tarifas de energia no Norte e Nordeste

ANEEL abre consulta pública para definir critérios de redução de tarifas de energia no Norte e Nordeste

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lançou uma consulta pública para ouvir a sociedade sobre os critérios que devem ser utilizados na destinação de recursos com o objetivo de reduzir as tarifas de energia elétrica nas regiões Norte e Nordeste. O processo, iniciado em dezembro de 2025, vai até 8 de janeiro de 2026, permitindo contribuições de consumidores, especialistas e agentes do setor por meio de um e-mail oficial.

 

A iniciativa faz parte de um esforço da agência reguladora para garantir modicidade tarifária — ou seja, tarifas mais justas e equilibradas — por meio da aplicação de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) originados da repactuação de parcelas vinculadas ao Uso de Bem Público (UBP). 

 

A área técnica da ANEEL propôs quatro alternativas preliminares para o rateio desses recursos: distribuição conforme o tamanho do mercado cativo de cada distribuidora; ponderação pelo nível de tensão (baixa, média ou alta); redução equilibrada para garantir a mesma porcentagem de desconto para todos os consumidores; ou uma combinação do mercado cativo com perdas não técnicas reconhecidas pela regulação.

 

A proposta reforça a importância da participação social no processo regulatório. A agência destaca que as contribuições podem ampliar e aperfeiçoar os critérios, com o intuito de alcançar resultados mais justos e transparentes para consumidores residenciais e empresariais dessas regiões.

 

Com essa consulta pública, a ANEEL busca promover transparência e engajamento democrático nas decisões que impactam diretamente o bolso dos usuários de energia elétrica no Norte e no Nordeste, regiões historicamente com custos tarifários elevados em comparação ao restante do país.

ABB amplia infraestrutura de recarga e impulsiona mobilidade elétrica no Brasil

ABB amplia infraestrutura de recarga e impulsiona mobilidade elétrica no Brasil

A ABB, reconhecida globalmente por sua atuação em eletrificação e automação, vem fortalecendo sua presença no Brasil com investimentos em infraestrutura de carregamento ultrarrápido para veículos elétricos, em resposta ao crescimento da mobilidade elétrica no país. Empresas como a suíça estão trazendo ao mercado nacional soluções avançadas de recarga, como os carregadores A400, com potências que variam de 200 kW a 400 kW, capazes de atender tanto carros quanto ônibus e veículos comerciais, e preparando a chegada de modelos ainda mais potentes, como o MCS1200 de 1,2 MW, voltado ao transporte pesado, para 2026.

Essas tecnologias permitem recargas rápidas em tempos cada vez menores, além de recursos de gestão inteligente de energia — como balanceamento de carga entre veículos e conectividade em nuvem — essenciais para suportar o aumento da frota elétrica e reduzir os custos operacionais da infraestrutura.

A implantação desses sistemas ocorre em um momento em que a rede de recarga do Brasil enfrenta desafios diante da expansão acelerada dos veículos elétricos. Com projeções que estimam cerca de 1,4 milhão de EVs em circulação até 2030, a demanda por estações de recarga de alta potência cresce, enquanto o país ainda possui um número limitado de pontos de recarga — milhares a menos do que o ideal estimado por consultorias do setor.

Parcerias estratégicas também estão em andamento: a colaboração entre a ABB e o Grupo Graal, por exemplo, resultou na instalação de dezenas de pontos de recarga rápidos e semi-rápidos em rodovias brasileiras, proporcionando aos motoristas a conveniência de recarregar seus veículos em menos de 30 minutos e contribuindo para a formação de uma rede mais robusta de mobilidade elétrica.

Com esses movimentos, a ABB reforça seu compromisso com a transição energética e com a expansão de uma mobilidade mais sustentável no Brasil, oferecendo tecnologias que atendem às necessidades crescentes do mercado e preparando o terreno para uma expansão cada vez mais ampla da eletromobilidade no país.

Energia solar lidera crescimento da matriz elétrica brasileira em novembro

Energia solar lidera crescimento da matriz elétrica brasileira em novembro

A energia solar assume protagonismo absoluto na recente expansão da matriz elétrica do Brasil. Em novembro, todas as usinas que entraram em operação comercial foram de fonte fotovoltaica — quatro em Minas Gerais (totalizando 176,40 MW) e uma no Ceará (9,82 MW), segundo dados divulgados pela ANEEL.


No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o país ampliou sua capacidade de geração em 6.751,03 megawatts (MW), resultado de um conjunto de 118 novas usinas. Destas, 53 são centrais solares fotovoltaicas, com adição de 2.464,04 MW — seguida por 37 eólicas (1.537,90 MW), 13 termelétricas (2.493,05 MW), além de pequenas centrais hidrelétricas, uma hidrelétrica convencional e uma CGH.


A diversificação das fontes mostra a robustez da matriz energética brasileira: até 1º de dezembro, o total fiscalizado alcança 215.576,6 MW — sendo 84,45% dessa capacidade proveniente de fontes renováveis.A expressiva participação da energia solar demonstra a maturidade e competitividade crescente da tecnologia fotovoltaica no país, impulsionada pela abundância de radiação solar e pela aceleração dos investimentos no setor.


Para especialistas e para o setor como um todo, esse salto no uso da energia solar representa um passo decisivo rumo a uma matriz mais limpa, sustentável e resiliente — reforçando a importância da transição energética no Brasil.

Conta de luz deve ficar mais leve em dezembro com bandeira amarela

Conta de luz deve ficar mais leve em dezembro com bandeira amarela

A ANEEL anunciou nesta sexta-feira (28/11) que a bandeira tarifária para as contas de energia elétrica no Brasil passará de vermelha (patamar 1) em novembro para amarela em dezembro. A mudança representa uma redução no custo adicional: em vez de pagar R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, o consumidor agora pagará R$ 1,885 por 100 kWh.

A alteração se deve a condições de geração de energia “um pouco mais favoráveis”, graças ao início do período chuvoso e à previsão de chuvas mais intensas em dezembro, especialmente em regiões onde os reservatórios de hidrelétricas eram críticos. Mesmo assim, os níveis de precipitação ainda estão, em muitos locais, abaixo da média histórica para o mês — o que faz com que o uso de usinas termelétricas continue sendo necessário para garantir o abastecimento.

Para o consumidor, a mudança representa um alívio no orçamento doméstico. Embora a bandeira amarela ainda acrescente um custo extra, o valor menor ajuda a reduzir o peso da fatura em relação aos meses anteriores.

Especialistas alertam, no entanto, que a recuperação definitiva dos reservatórios — condição para, quem sabe, retornar à bandeira verde — depende da regularidade das chuvas nas próximas semanas. Ou seja: mesmo com a redução do adicional, o uso consciente da energia elétrica continua importante.

Com a bandeira amarela, dezembro deve ser um mês mais favorável para o bolso dos consumidores. Mas a luz no fim do túnel depende de clima e gestão do consumo — fatores que seguem determinantes.

ANEEL promove debate sobre modernização tarifária e prepara o setor elétrico para os desafios do futuro

ANEEL promove debate sobre modernização tarifária e prepara o setor elétrico para os desafios do futuro

A ANEEL promoveu um evento estratégico para discutir a modernização tarifária no setor elétrico brasileiro, reunindo especialistas, gestores regulatórios, representantes do governo e do setor produtivo. O encontro ocorreu em Brasília e tratou do tema “Tarifas do Futuro: Experiências e Caminhos para a Modernização”.

O diretor-geral da agência apontou que o modelo de tarifa vigente foi concebido há mais de 40 anos e precisa refletir agora a nova realidade dos consumidores, das tecnologias e do perfil de consumo. O debate destacou que a regulação tarifária precisa acompanhar as mudanças no sistema elétrico, promovendo eficiência econômica e transparência.

Durante o evento, foi enfatizado que modernizar tarifas não é apenas uma questão técnica, mas também de diálogo com a sociedade. Para que haja confiança no processo regulatório, é fundamental que o consumidor entenda o valor e os critérios por trás do que está sendo cobrado. A clareza e previsibilidade foram apontadas como pilares desse novo caminho.

Também foi debatido o papel dos sandboxes tarifários — mecanismos experimentais regulatórios que permitem testar novas formas de tarifação e adaptação ao mercado emergente. Essa ferramenta ajuda a acelerar a evolução da regulação sem comprometer a segurança do sistema.

Os participantes ressaltaram que a modernização tarifária está associada à transição energética, à incorporação de fontes renováveis, à eficiência e à digitalização das redes elétricas. A adaptação regulatória deve considerar todos esses vetores para que o setor acompanhe a inovação e a evolução tecnológica.

Em síntese, o evento reafirma a importância de uma regulação que combine técnica, economia e diálogo social, visando tarifas mais justas, eficientes e sustentáveis para o consumidor. A ANEEL sinaliza que está pronta para liderar esse processo de transformação.

Esse momento constitui uma oportunidade para engenheiros, técnicos, empresas e entidades do setor elétrico se prepararem para um novo paradigma tarifário, que deve impactar desde o planejamento técnico até a experiência final do usuário.

A modernização tarifária desponta como peça-chave no fortalecimento da engenharia elétrica, pois exige competência técnica, inovação e participação institucional para garantir que o acesso à energia eléctrica continue seguro, confiável e compatível com o futuro do país.

ONS reforça segurança do sistema elétrico com plano especial para a COP30

ONS reforça segurança do sistema elétrico com plano especial para a COP30

A ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) lançou um plano de ação especial com vistas à COP30, que será sediada pelo Brasil em novembro de 2025. A iniciativa tem como objetivo garantir que o sistema elétrico nacional opere com máxima segurança, confiabilidade e resiliência durante o período de visibilidade internacional que o evento trará.

Entre as medidas definidas, está o monitoramento rigoroso das condições meteorológicas e operacionais em regiões estratégicas, como Belém (PA) e Rio de Janeiro (RJ). As operações que impliquem risco de interrupção no fornecimento foram temporariamente suspensas ou reprogramadas para evitar falhas críticas durante o evento. O ONS convocou geradoras, transmissoras e distribuidoras a adotarem práticas de contingência reforçadas e revisão dos protocolos de manutenção preventiva.

A atuação especial também envolve planos coordenados para resposta rápida a incidentes, com equipes técnicas em prontidão, alianças com órgãos de defesa civil e estratégia de comunicação para garantir transparência com os consumidores. O objetivo é minimizar impactos, manter os serviços ininterruptos e assegurar que o consumo de energia não se torne vulnerável durante esse período.

Além disso, o plano serve como teste de estresse para toda a cadeia de energia, integrando desde sistemas de geração até a transmissão e distribuição. Isso reforça o papel do ONS como gestor da segurança e estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo com a agenda de desenvolvimento sustentável e o protagonismo brasileiro em temas energéticos de alto impacto.

Para os profissionais da engenharia elétrica, esse esforço significa novas demandas em manutenção, automação e gestão de operações, além de uma oportunidade de aplicar conhecimentos técnicos para garantir a confiabilidade da rede. A mobilização reforça ainda a importância do planejamento, da prevenção e da integração entre agentes do setor.

Com atuação antecipada e abrangente, o plano de ação especial do ONS para a COP30 reafirma que a infraestrutura energética do país está preparada para suportar eventos de grande escala internacionais, além de incorporar aprendizado para fortalecimentos futuros da rede elétrica e das práticas operacionais.

Este movimento indica que o Brasil caminha para consolidar um sistema elétrico mais robusto, pensado para o presente e consciente das exigências do futuro.