(79) 99828-3991
contato@abee-se.org.br

ONS reforça segurança do sistema elétrico com plano especial para a COP30

ONS reforça segurança do sistema elétrico com plano especial para a COP30

A ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) lançou um plano de ação especial com vistas à COP30, que será sediada pelo Brasil em novembro de 2025. A iniciativa tem como objetivo garantir que o sistema elétrico nacional opere com máxima segurança, confiabilidade e resiliência durante o período de visibilidade internacional que o evento trará.

Entre as medidas definidas, está o monitoramento rigoroso das condições meteorológicas e operacionais em regiões estratégicas, como Belém (PA) e Rio de Janeiro (RJ). As operações que impliquem risco de interrupção no fornecimento foram temporariamente suspensas ou reprogramadas para evitar falhas críticas durante o evento. O ONS convocou geradoras, transmissoras e distribuidoras a adotarem práticas de contingência reforçadas e revisão dos protocolos de manutenção preventiva.

A atuação especial também envolve planos coordenados para resposta rápida a incidentes, com equipes técnicas em prontidão, alianças com órgãos de defesa civil e estratégia de comunicação para garantir transparência com os consumidores. O objetivo é minimizar impactos, manter os serviços ininterruptos e assegurar que o consumo de energia não se torne vulnerável durante esse período.

Além disso, o plano serve como teste de estresse para toda a cadeia de energia, integrando desde sistemas de geração até a transmissão e distribuição. Isso reforça o papel do ONS como gestor da segurança e estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo com a agenda de desenvolvimento sustentável e o protagonismo brasileiro em temas energéticos de alto impacto.

Para os profissionais da engenharia elétrica, esse esforço significa novas demandas em manutenção, automação e gestão de operações, além de uma oportunidade de aplicar conhecimentos técnicos para garantir a confiabilidade da rede. A mobilização reforça ainda a importância do planejamento, da prevenção e da integração entre agentes do setor.

Com atuação antecipada e abrangente, o plano de ação especial do ONS para a COP30 reafirma que a infraestrutura energética do país está preparada para suportar eventos de grande escala internacionais, além de incorporar aprendizado para fortalecimentos futuros da rede elétrica e das práticas operacionais.

Este movimento indica que o Brasil caminha para consolidar um sistema elétrico mais robusto, pensado para o presente e consciente das exigências do futuro.

ABEE-SE realiza visita institucional à ANATEL e reforça convite para o ENEEL 2025

ABEE-SE realiza visita institucional à ANATEL e reforça convite para o ENEEL 2025

Na manhã de hoje, o presidente da ABEE-SE, Alexsandro Meireles, acompanhado do presidente da ABEE Nacional, Ricardo Nascimento, realizou uma visita institucional à Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). O encontro teve como objetivo fortalecer o diálogo entre as entidades e a agência, buscando estreitar relações em prol do desenvolvimento do setor elétrico e das telecomunicações no Brasil.

Durante a reunião, foram discutidos temas relevantes para os profissionais da engenharia elétrica e para o avanço tecnológico do país, especialmente no que diz respeito à integração entre energia e conectividade. A ABEE-SE destacou a importância da colaboração da ANATEL em debates que envolvem inovação, segurança e regulamentação, áreas em que a engenharia elétrica tem papel estratégico.

Na oportunidade, os presidentes Alexsandro Meireles e Ricardo Nascimento formalizaram o convite para que representantes da ANATEL participem do ENEEL 2025 – Encontro da Engenharia Elétrica, que será realizado nos dias 24 e 25 de novembro, no auditório da AEASE, em Aracaju.

O evento promete reunir profissionais, estudantes e lideranças do setor para debater os desafios e as tendências da engenharia elétrica no cenário atual, sendo uma oportunidade ímpar para troca de conhecimento e fortalecimento institucional.

Com essa visita, a ABEE-SE reafirma seu compromisso em promover parcerias estratégicas e contribuir para o desenvolvimento da engenharia elétrica em todo o país.

ABEE avança na expansão nacional com a criação da 25ª regional no Amapá

ABEE avança na expansão nacional com a criação da 25ª regional no Amapá

A ABEE Nacional deu mais um passo importante em seu plano de expansão e fortalecimento das entidades regionais. No dia 21 de outubro de 2025, o presidente da ABEE Nacional, Ricardo do Nascimento, juntamente com membros da diretoria, esteve presente na sede do Confea, em Brasília, para discutir e definir as diretrizes da criação da ABEE Amapá, que será a 25ª regional da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas.

O encontro marcou um momento de grande relevância para a engenharia elétrica no país, reforçando o compromisso da ABEE em ampliar sua representatividade e atuação em todas as regiões brasileiras. Durante a reunião, foram debatidos pontos estratégicos que envolvem estrutura administrativa, planejamento de ações e integração com as demais regionais já consolidadas.

Segundo Ricardo do Nascimento, o objetivo principal é promover o fortalecimento institucional da ABEE, aproximando ainda mais os profissionais do setor elétrico e fomentando o desenvolvimento técnico e associativo em nível nacional. A criação da ABEE Amapá representa também uma oportunidade de ampliar o diálogo com o sistema Confea/Crea e Mútua, estimulando políticas voltadas à valorização e à qualificação dos engenheiros eletricistas.

O plano de trabalho, que tem como foco o crescimento sustentável da entidade, prevê a implantação de novas regionais nos próximos anos, buscando representar cada estado brasileiro e consolidar a ABEE como uma das mais expressivas associações do setor elétrico nacional.

Com essa iniciativa, a ABEE reafirma sua missão de fortalecer a engenharia elétrica e promover o reconhecimento dos profissionais que contribuem diariamente para o avanço tecnológico e energético do Brasil.

Brasil Rumo à Liderança Verde: Setor Elétrico Apresenta Propostas para Fortalecer o Protagonismo Nacional na COP30

Brasil Rumo à Liderança Verde: Setor Elétrico Apresenta Propostas para Fortalecer o Protagonismo Nacional na COP30

A coalizão formada por grandes players do setor elétrico brasileiro apresentou um documento estratégico ao presidente designado da COP30, reafirmando o papel central do país na agenda climática global. Juntas, as mais de 70 entidades que compõem o grupo propõem que o Brasil mantenha 90% de sua matriz elétrica renovável e apontam para a potencial redução de até 176 milhões de toneladas de CO₂ com a expansão planejada e eficiente da rede elétrica nacional.

Coordenada pelo CEBDS, com apoio técnico da PSR Soluções e Consultoria em Energia, a iniciativa reúne associações como ABRADEE, ABRA T E e ABEEólica sob o guarda-chuva “Coalizão do Setor Elétrico”. O documento foi entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reforçando propostas concretas para que o país avance na descarbonização e trabalho integrado rumo a uma economia de baixo carbono.

Entre os eixos de ação estão: garantir uma matriz elétrica que seja renovável, competitiva e confiável; reduzir as desigualdades por meio do fortalecimento de energias limpas; e posicionar o Brasil como um polo global de produtos e serviços de baixo carbono. A estratégia também inclui reformas regulatórias, aprimoramento da infraestrutura e estímulo à inovação tecnológica no setor elétrico.

A iniciativa representa um passo importante para que o Brasil não apenas alcance metas climáticas, mas converta a sua matriz limpa — majoritariamente hidro, solar, eólica e biomassa — em vantagem competitiva internacional. Essa visão, defendida no documento, destaca que o setor elétrico pode ser o mote da transição energética nacional, impulsionando investimentos e gerando prosperidade com responsabilidade ambiental.

O relatório enfatiza que a transformação requer medidas de curto e médio prazo: da expansão da geração renovável à eletrificação dos transportes e da indústria, passando pela modernização das redes e sistemas de armazenamento. Essas ações conjuntas podem acelerar a redução de emissões e posicionar o Brasil entre os protagonistas mundiais da ação climática.

Além da técnica, o documento tem forte viés sociopolítico: destaca a necessidade de regulação com justiça social, tarifas equilibradas e inclusão energética. O setor elétrico, segundo as entidades, deve assumir um papel ativo para que a transição beneficiem amplamente a sociedade e não agrave desigualdades existentes.

Esse movimento chega em um momento-chave: com a COP30 se aproximando, o documento da coalizão amplia o protagonismo brasileiro e estabelece um roteiro claro de ação, comunicação e execução. O setor elétrico aparece como um ator indispensável, capaz de unir economia, tecnologia e meio ambiente na trajetória rumo a um futuro sustentável.

Essa iniciativa mostra que o futuro da energia no Brasil não se limita à geração, mas envolve toda a cadeia de valor — da produção à distribuição, do consumo ao impacto climático — e reafirma o papel dos engenheiros, técnicos e especialistas que estarão à frente dessa transformação.