(79) 99828-3991
contato@abee-se.org.br

Mercado livre de energia continua em expansão e consolida crescimento no Brasil em 2025

Mercado livre de energia continua em expansão e consolida crescimento no Brasil em 2025

O mercado livre de energia elétrica no Brasil registrou mais de 21,7 mil novas migrações de consumidores em 2025, consolidando a tendência de expansão desse ambiente de contratação e elevando o total de participantes para cerca de 85 mil unidades consumidoras. Essa movimentação reforça a importância da modalidade, que proporciona mais autonomia e competitividade às empresas na hora de escolher seu fornecedor de energia elétrica.

Mesmo com um ritmo de migração menor do que o observado em 2024 — quando houve um pico de adesões em função da abertura do mercado para todos os consumidores do Grupo A — o mercado livre manteve crescimento expressivo. Isso demonstra o amadurecimento da modalidade, que já representa uma fatia significativa do consumo de eletricidade no país.

Especialistas indicam que essa fase de transição reflete uma adaptação natural após a expansão inicial impulsionada por mudanças regulatórias, com decisões mais criteriosas por parte de novos consumidores que buscam eficiência e previsibilidade nos custos de energia.

O avanço contínuo do mercado livre aponta para um cenário em que a liberdade de escolha e a competitividade entre fornecedores se tornam cada vez mais centrais no setor elétrico brasileiro, contribuindo para maior dinamismo e atração de investimentos no setor.

Matriz elétrica brasileira pode crescer mais de 9 GW em 2026, projeta ANEEL

Matriz elétrica brasileira pode crescer mais de 9 GW em 2026, projeta ANEEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou projeções indicando que a matriz elétrica do Brasil deverá crescer cerca de 9,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada ao longo de 2026, representando um aumento significativo em comparação com o verificado em 2025. Essa estimativa está baseada no Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie), ferramenta que acompanha a entrada de novas usinas no sistema elétrico nacional.

Esse acréscimo previsto de 9.142 megawatts (MW) indica um ritmo de expansão superior ao registrado no ano anterior, quando cerca de 7,4 GW foram adicionados à matriz brasileira. O avanço reforça o dinamismo do setor energético no país e reflete a continuidade de investimentos em projetos de geração de energia elétrica.

A projeção está alinhada com a tendência de diversificação da matriz elétrica brasileira, que há anos tem dado protagonismo às fontes renováveis — especialmente a solar fotovoltaica —, mas também inclui outras tecnologias de geração. A expansão da capacidade instalada contribui para garantir a segurança do fornecimento e atender ao crescimento da demanda por energia em todo o território nacional.

Além de fortalecer a matriz elétrica, esse incremento estimado deve gerar efeitos positivos para a economia, com a criação de empregos ligados a novos empreendimentos, estímulo a cadeias produtivas e maior competitividade do setor elétrico brasileiro.

Com essas projeções, o Brasil segue um caminho de ampliação de sua infraestrutura energética, consolidando o papel do planejamento regulatório e dos investimentos privados e públicos na expansão da oferta de energia elétrica no país.

Publicada portaria para contratar 50 pessoas para a ANEEL

Publicada portaria para contratar 50 pessoas para a ANEEL

Os Ministérios de Minas e Energia (MME) e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizaram a ANEEL a contratar temporariamente até 50 profissionais para atender a necessidades urgentes e de excepcional interesse público da Agência. A medida foi publicada nesta quarta-feira (31/12) por meio da Portaria Conjunta MGI/MME nº 104, de 30 de dezembro de 2025.

 

A ANEEL realizará a seleção e a contratação de profissionais do banco de candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), nos termos da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993. Os contratos terão duração inicial de até quatro anos, com possibilidade de prorrogação por mais um ano. A Agência seguirá todas as etapas necessárias para que as contratações sejam efetivadas com a máxima celeridade e eficiência.

 

A medida reforça a capacidade operacional da ANEEL, o que permitirá o aprimoramento da qualidade dos serviços prestados ao setor elétrico e à sociedade brasileira. A agilidade em suprir demandas essenciais contribuirá para o cumprimento da missão regulatória da Agência em um período de desafios e transformações no cenário energético nacional.

ANEEL abre consulta pública para definir critérios de redução de tarifas de energia no Norte e Nordeste

ANEEL abre consulta pública para definir critérios de redução de tarifas de energia no Norte e Nordeste

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lançou uma consulta pública para ouvir a sociedade sobre os critérios que devem ser utilizados na destinação de recursos com o objetivo de reduzir as tarifas de energia elétrica nas regiões Norte e Nordeste. O processo, iniciado em dezembro de 2025, vai até 8 de janeiro de 2026, permitindo contribuições de consumidores, especialistas e agentes do setor por meio de um e-mail oficial.

 

A iniciativa faz parte de um esforço da agência reguladora para garantir modicidade tarifária — ou seja, tarifas mais justas e equilibradas — por meio da aplicação de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) originados da repactuação de parcelas vinculadas ao Uso de Bem Público (UBP). 

 

A área técnica da ANEEL propôs quatro alternativas preliminares para o rateio desses recursos: distribuição conforme o tamanho do mercado cativo de cada distribuidora; ponderação pelo nível de tensão (baixa, média ou alta); redução equilibrada para garantir a mesma porcentagem de desconto para todos os consumidores; ou uma combinação do mercado cativo com perdas não técnicas reconhecidas pela regulação.

 

A proposta reforça a importância da participação social no processo regulatório. A agência destaca que as contribuições podem ampliar e aperfeiçoar os critérios, com o intuito de alcançar resultados mais justos e transparentes para consumidores residenciais e empresariais dessas regiões.

 

Com essa consulta pública, a ANEEL busca promover transparência e engajamento democrático nas decisões que impactam diretamente o bolso dos usuários de energia elétrica no Norte e no Nordeste, regiões historicamente com custos tarifários elevados em comparação ao restante do país.

ABB amplia infraestrutura de recarga e impulsiona mobilidade elétrica no Brasil

ABB amplia infraestrutura de recarga e impulsiona mobilidade elétrica no Brasil

A ABB, reconhecida globalmente por sua atuação em eletrificação e automação, vem fortalecendo sua presença no Brasil com investimentos em infraestrutura de carregamento ultrarrápido para veículos elétricos, em resposta ao crescimento da mobilidade elétrica no país. Empresas como a suíça estão trazendo ao mercado nacional soluções avançadas de recarga, como os carregadores A400, com potências que variam de 200 kW a 400 kW, capazes de atender tanto carros quanto ônibus e veículos comerciais, e preparando a chegada de modelos ainda mais potentes, como o MCS1200 de 1,2 MW, voltado ao transporte pesado, para 2026.

Essas tecnologias permitem recargas rápidas em tempos cada vez menores, além de recursos de gestão inteligente de energia — como balanceamento de carga entre veículos e conectividade em nuvem — essenciais para suportar o aumento da frota elétrica e reduzir os custos operacionais da infraestrutura.

A implantação desses sistemas ocorre em um momento em que a rede de recarga do Brasil enfrenta desafios diante da expansão acelerada dos veículos elétricos. Com projeções que estimam cerca de 1,4 milhão de EVs em circulação até 2030, a demanda por estações de recarga de alta potência cresce, enquanto o país ainda possui um número limitado de pontos de recarga — milhares a menos do que o ideal estimado por consultorias do setor.

Parcerias estratégicas também estão em andamento: a colaboração entre a ABB e o Grupo Graal, por exemplo, resultou na instalação de dezenas de pontos de recarga rápidos e semi-rápidos em rodovias brasileiras, proporcionando aos motoristas a conveniência de recarregar seus veículos em menos de 30 minutos e contribuindo para a formação de uma rede mais robusta de mobilidade elétrica.

Com esses movimentos, a ABB reforça seu compromisso com a transição energética e com a expansão de uma mobilidade mais sustentável no Brasil, oferecendo tecnologias que atendem às necessidades crescentes do mercado e preparando o terreno para uma expansão cada vez mais ampla da eletromobilidade no país.

Energia solar lidera crescimento da matriz elétrica brasileira em novembro

Energia solar lidera crescimento da matriz elétrica brasileira em novembro

A energia solar assume protagonismo absoluto na recente expansão da matriz elétrica do Brasil. Em novembro, todas as usinas que entraram em operação comercial foram de fonte fotovoltaica — quatro em Minas Gerais (totalizando 176,40 MW) e uma no Ceará (9,82 MW), segundo dados divulgados pela ANEEL.


No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o país ampliou sua capacidade de geração em 6.751,03 megawatts (MW), resultado de um conjunto de 118 novas usinas. Destas, 53 são centrais solares fotovoltaicas, com adição de 2.464,04 MW — seguida por 37 eólicas (1.537,90 MW), 13 termelétricas (2.493,05 MW), além de pequenas centrais hidrelétricas, uma hidrelétrica convencional e uma CGH.


A diversificação das fontes mostra a robustez da matriz energética brasileira: até 1º de dezembro, o total fiscalizado alcança 215.576,6 MW — sendo 84,45% dessa capacidade proveniente de fontes renováveis.A expressiva participação da energia solar demonstra a maturidade e competitividade crescente da tecnologia fotovoltaica no país, impulsionada pela abundância de radiação solar e pela aceleração dos investimentos no setor.


Para especialistas e para o setor como um todo, esse salto no uso da energia solar representa um passo decisivo rumo a uma matriz mais limpa, sustentável e resiliente — reforçando a importância da transição energética no Brasil.

Revisão da NBR 5410 deverá passar por segunda consulta pública

Revisão da NBR 5410 deverá passar por segunda consulta pública

A norma ABNT NBR 5410, que estabelece os padrões para instalações elétricas de baixa tensão no Brasil, está passando por uma das revisões mais robustas de sua história. Devido às numerosas contribuições recebidas na primeira consulta pública, realizada entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024, a Comissão de Estudos considera essencial a realização de uma segunda rodada de consulta nacional, com expectativa de conclusão e publicação da nova versão até o fim de 2026.

Durante o processo de revisão, a estrutura da norma será mantida, mas haverá consolidação de tabelas de influências externas e atualização de componentes elétricos como condutores. Um dos principais pontos técnicos é a harmonização da NBR 5410 com a NBR 5419, referente à proteção contra descargas atmosféricas, além do alinhamento com as diretrizes internacionais da IEC 60364.

Para agilizar a análise das sugestões recebidas, nove Grupos de Trabalho (GTs) foram formados em fevereiro de 2025. Esses grupos avaliaram as propostas mais complexas, enquanto as contribuições mais simples foram analisadas em etapas anteriores. Os pareceres dos GTs já foram incorporados, e as propostas estarão disponíveis para aprovação sumária em breve, desde que não existam novas objeções.

O andamento do processo é considerado mais célere do que o usual, uma combinação da metodologia refinada e da intensa participação da comunidade técnica. A revisão visa também incluir novas exigências, como a adoção de dispositivos diferenciais residuais (DR) em todos os circuitos residenciais, proteção aprimorada contra curtos-circuitos com disjuntores e a possível inclusão de dispositivos de detecção de arco elétrico (AFDD), embora o custo ainda seja um ponto de debate.

Alguns trechos repetitivos do texto normativo estão sendo simplificados para reduzir a complexidade e facilitar a aplicação prática por projetistas e eletricistas. Especialistas também ponderam sobre a necessidade de clarificar seções como aterramento, coordenação de dispositivos e outros critérios técnicos.

Diante desse panorama, a revisão da NBR 5410 não representa apenas uma atualização técnica, mas uma oportunidade de tornar a norma mais clara, moderna e alinhada às inovações e demandas do setor elétrico brasileiro. O resultado final deverá refletir equilíbrio entre segurança, aplicabilidade e evolução normativa.

Brasil faz pedido para se tornar membro da Agência Internacional de Energia

Brasil faz pedido para se tornar membro da Agência Internacional de Energia

O Brasil deu um passo importante em sua trajetória no setor energético ao solicitar a adesão como membro pleno da Agência Internacional de Energia (AIE). O pedido, encaminhado oficialmente ao organismo, representa um marco na consolidação do país como ator estratégico no cenário global de energia. A medida reforça o compromisso brasileiro com a transição energética e com o fortalecimento da cooperação internacional no setor.

A Agência Internacional de Energia, criada em 1974, reúne os principais países consumidores e produtores de energia, com foco na segurança energética, no desenvolvimento sustentável e no enfrentamento das mudanças climáticas. Ao buscar se tornar membro, o Brasil demonstra seu interesse em contribuir ativamente para a formulação de políticas globais e no compartilhamento de boas práticas.

O ingresso na AIE poderá trazer benefícios relevantes para o país, incluindo maior acesso a estudos técnicos, estatísticas e recomendações estratégicas sobre diferentes matrizes energéticas. Além disso, a participação possibilita ampliar a voz do Brasil em discussões internacionais sobre segurança energética, inovação tecnológica e expansão das fontes renováveis.

Atualmente, o Brasil já é reconhecido pela sua liderança na produção de energia limpa, com uma matriz energética composta majoritariamente por fontes renováveis, como hidrelétrica, solar, eólica e biomassa. Essa característica torna o país um exemplo de diversidade e sustentabilidade no setor.

Segundo especialistas, a entrada na AIE reforçará o posicionamento do Brasil como referência em energia renovável e ajudará a atrair investimentos estrangeiros. A medida também permitirá maior integração em iniciativas multilaterais que buscam acelerar a descarbonização do setor energético.

O pedido de adesão vem em um momento em que a transição energética global ganha força, com países de todo o mundo adotando compromissos cada vez mais ambiciosos de redução de emissões. Nesse contexto, o Brasil poderá desempenhar papel fundamental como fornecedor de soluções e tecnologias sustentáveis.

Se aprovado, o ingresso na AIE trará novos desafios e responsabilidades, mas também abrirá oportunidades para que o Brasil consolide sua posição como um dos principais protagonistas na construção de um futuro energético mais seguro, inovador e sustentável.

ANEEL institui Protocolo de Atuação para Situações de Emergência

ANEEL institui Protocolo de Atuação para Situações de Emergência

A ANEEL implantou um novo Protocolo de Atuação para Situações de Emergência, que passa a vigorar em todo o território nacional. Esse protocolo precisa ser seguido pela agência reguladora e por todas as autoridades estaduais que mantêm convênio com a ANEEL.

O principal objetivo é aprimorar a resposta em momentos críticos no setor elétrico, garantindo a retomada do fornecimento de energia de forma rápida e coordenada. O protocolo também monitora a aderência das concessionárias aos seus próprios planos de contingência.

Além disso, o novo procedimento aumenta a transparência das ações da ANEEL em crise, trazendo previsibilidade à sua atuação e possibilitando que aprendizados sejam capturados para fortalecer a resiliência do sistema elétrico.

O documento define diferentes estágios de ação, que variam conforme o tipo e a extensão do incidente, permitindo uma resposta escalonada e eficaz. Também estabelece mecanismos de acompanhamento em tempo real e orienta a colaboração com empresas de energia e órgãos públicos parceiros.

Outra inovação relevante é a exigência de ações pós-crise — com geração de relatórios e análises — para melhorar continuamente a gestão, a regulação e o planejamento.

Com essa iniciativa, a ANEEL reforça seu compromisso com a segurança dos consumidores, assegurando que a prestação do serviço elétrico seja confiável, mesmo em situações adversas. O protocolo é uma resposta importante à necessidade de um sistema mais robusto e resiliente.

Tecnologias de armazenamento de energia são destaque na Intersolar 2025

Tecnologias de armazenamento de energia são destaque na Intersolar 2025

A Intersolar South America 2025 trouxe à tona os principais avanços em soluções de armazenamento de energia, que têm ganhado espaço central no setor fotovoltaico. O evento, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, serviu como uma vitrine para inovações que prometem impulsionar o mercado na América Latina.

Diversas marcas apresentaram produtos de destaque: a linha BluePulse Series de baterias escaláveis, da Kstar, ganhou atenção por sua facilidade de instalação e adaptação ao mercado regional. A Canadian Solar exibiu sua plataforma “Kubank”, incluindo baterias industriais, novos inversores híbridos e módulos TOPCon de alta performance.

Microinversores, sistemas híbridos residenciais e comerciais e equipamentos com conectividade plug-and-play foram destaque de empresas como SolarEdge, Enphase, FoxESS, GoodWe, Growatt e Intelbras. A Fotus ainda apresentou um dispositivo de desligamento rápido em conformidade com normas de segurança avançadas.

A SolaX Power chamou atenção com seus novos gabinete de armazenamento hibrido (ESS-Aelio, ESS-Trene e Balcony X-MS 2000), com capacidades que variam de 200 kWh até soluções plug-and-play para uso residencial, todas com design prático e sistemas de gestão inteligente (EMS).

Amplas soluções de armazenagem em nuvem e resfriamento líquido foram exibidas por players como Livoltek, enquanto a Ampace, company com expertise em baterias semissólidas, fez sua estreia na América Latina, prometendo tecnologia de alta densidade, segurança e baixa pegada de carbono – questões críticas para resiliência energética.

O impacto dessas tecnologias é múltiplo: além de garantir abastecimento contínuo em momentos de instabilidade, elas também reforçam a transição para sistemas híbridos, inteligentes e mais confiáveis, promovendo maior estabilidade da rede elétrica.

A importância do armazenamento foi ressaltada em debates paralelos, que defenderam sua adoção em larga escala como estratégia para mitigar perdas por cortes de geração (curtailment) e assegurar a segurança jurídica e rentabilidade dos projetos solares.

A feira também reafirmou que o futuro da energia no Brasil e na América Latina passa necessariamente pelo armazenamento: ele viabiliza o uso efetivo das fontes renováveis, descentraliza a geração, torna o sistema mais flexível e prepara o setor para novos desafios como mobilidade elétrica, IoT e eficiência energética.

A presença desses produtos e discussões na Intersolar reforça que o armazenamento energético não é mais tecnologia de nicho, mas elemento essencial para a consolidação de uma matriz elétrica moderna, sustentável e segura.