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Em dois meses, potência de geração no Brasil foi ampliada em 1,6 GW

Em dois meses, potência de geração no Brasil foi ampliada em 1,6 GW

O primeiro bimestre de 2025 contabilizou um crescimento de 1.613,70 megawatts (MW) na matriz de geração elétrica no Brasil, segundo levantamento realizado pelas áreas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Em fevereiro, houve uma ampliação de 165,31 MW decorrente da entrada em operação comercial de 10 usinas: cinco eólicas (64,20 MW), uma usina termelétrica (53,13 MW) e quatro pequenas centrais hidrelétricas (47,98 MW).

Os dois primeiros meses de 2025 contaram com a liberação de novas usinas em 10 estados nas cinco regiões do país. O Mato Grosso do Sul apresenta a maior expansão no período, com 437,13 MW, seguido de Minas Gerais, com 336,83 MW. Considerando apenas o mês de fevereiro, a Bahia foi o estado com maior crescimento da potência instalada, com 64,20 MW decorrentes da entrada em operação de cinco usinas.

Capacidade total de usinas centralizadas é de 209,9 GW

Em 5 de março, o Brasil somou 209.904,9 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, ainda de acordo com o SIGA, 85,02% das usinas são consideradas renováveis.

Onde encontrar mais dados sobre a geração elétrica

Uma abordagem mais detalhada do crescimento da oferta centralizada de energia elétrica pode ser encontrada no painel RALIE, que reúne informações sobre a expansão da matriz elétrica. Com formato intuitivo, a ferramenta amplia o acesso aos dados de fiscalização de novas usinas em implantação e facilita o acompanhamento da expansão da oferta de geração de acordo com o ano, região, tipo de fonte de energia, entre outros filtros. Os objetivos são aprimorar a interatividade e fornecer mais informações sobre obras de geração.

As informações do painel são atualizadas mensalmente baseadas nas inspeções in loco nas obras das centrais geradoras e nos dados disponibilizados no Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel), que conta com a contribuição das empresas fiscalizadas para uma análise minuciosa da equipe de monitoramento. Veja neste link os relatórios e indicadores da ANEEL relacionados à geração de energia elétrica.

 

Fonte: https://www.gov.br/aneel

Seminário promovido pela ANEEL discute experiências globais em sistemas de armazenamento de energia

Seminário promovido pela ANEEL discute experiências globais em sistemas de armazenamento de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) promoveu, nesta quinta-feira (13) um seminário técnico para promover discussões sobre o aprimoramento da regulação para a inserção de sistemas de armazenamento de energia ao sistema elétrico brasileiro.

O evento híbrido, realizado em parceria com a agência energética da Dinamarca (DEA), recebeu especialistas internacionais com o objetivo conhecer diferentes experiências a respeito da integração de baterias ao sistema elétrico, além de trazer para a discussão importantes pontos sobre a formação de redes com inserção de energias renováveis intermitentes.

O diretor da ANEEL, Ricardo Tili, apontou os objetivos da realização do seminário, destacando a importância do intercambio de experiencias exitosas para uma visão macro sobre o tema. “O objetivo deste evento é discutir elementos chave para a transição energética, ampliando esse importante diálogo com a sociedade e aproveitando a oportunidade para aprender com as experiências internacionais”. Para ele, “cada país enfrentou esses desafios de maneira única, e hoje teremos a chance de ouvir especialistas e outros atores relevantes que, de uma forma ou de outra, contribuirão para a regulação desse novo componente crucial para o setor elétrico brasileiro”. Ele finalizou desejando um evento proveitoso e enriquecedor, que traga subsídios valiosos para o nosso processo de regulação do armazenamento de energia.

O diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa falou do seu orgulho em trabalhar em uma agência reguladora que não limita o desenvolvimento do mercado, mas sim o incentiva. E completou dizendo: “Por isso, estamos discutindo aqui essa nova fronteira que se abre para o setor elétrico brasileiro, que tem sido muito bem desenhada do ponto de vista regulatório, e está sendo conduzida com um amplo diálogo entre todas as partes interessadas. Tenho a certeza de que essa abordagem deixará um legado imenso e relevante para o futuro do setor elétrico no Brasil.”

Ao longo do evento, foi possível conhecer diversas experiências e aprender como diferentes países estão inovando e colaborando para enfrentar os desafios energéticos globais. Entre os tópicos debatidos, destacaram-se: tendências para padrões internacionais sobre Grid Forming, desafios para a integração de sistemas de armazenamento, soluções para a resiliência energética e inovação tecnológica, além das experiências chilena, dinamarquesa, chinesa e estadunidense em relação ao tema. Também foram apresentados os resultados do Projeto de P&D “Aplicação de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) no Sistema Brasileiro”.

Além dos palestrantes internacionais, pesquisadores e técnicos, o seminário contou com as contribuições de Reinaldo Garcia, diretor de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Guilherme Zanetti Rosa, diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Interligações Internacionais do Ministério de Minas e Energia (MME), André Della Rocca Medeiros, gerente de Engenharia Sul do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

 

Fonte: https://www.gov.br/aneel

Calor e falta de chuva: conta de luz deve ter tarifa adicional em maio

Calor e falta de chuva: conta de luz deve ter tarifa adicional em maio

A piora nas expectativas de chuva para os próximos meses, associada à provável manutenção das altas temperaturas, tem feito com que a possibilidade de acionamento da bandeira tarifária amarela apareça mais cedo nos modelos matemáticos de profissionais que acompanham o tema. Especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast aumentaram as apostas de volta da cobrança adicional na conta de luz em maio, o que acrescentaria R$ 1,88 a cada 100 quilowatts (kWh).

Na sexta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a bandeira verde para março, sem custo adicional nas contas.

A Ampere Consultoria avalia que as bandeiras tarifárias devem permanecer verdes até abril, sem cobrança adicional dos consumidores, e amarelas no restante do ano. Segundo o sócio consultor da empresa, Guilherme Ramalho de Oliveira, a perspectiva para o primeiro quadrimestre se deve principalmente às condições do período úmido, que está em andamento, combinadas à tendência de indicador de risco hidrológico (GSF, no jargão setorial) relativamente elevado, incluindo valores que apontam energia secundária nos meses de fevereiro e março.

“Mas a tendência de degradação do cenário hidrológico e aumento do PLD (preço de energia) deve mudar o cenário a partir de maio, com a adoção da bandeira amarela”, disse Oliveira.

O gerente de Inteligência de Mercado da Electra Energy, Gabriel Apoena, cita que já se observa a escalada do PLD previsto para março, que deve alcançar média mensal acima dos R$ 300 por megawatt-hora (MWh) no mês que vem, ante valor abaixo dos R$ 100/MWh estimado para fevereiro.

Os cenários de sensibilidade testados pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) também passaram a considerar maior chance de acionamento de bandeira amarela ainda no primeiro semestre. Há um mês, apenas o cenário de mais adversidade de geração elétrica previa bandeira amarela em maio, quadro que seria mantido em junho.

Na mais recente atualização, divulgada na semana passada, o mesmo cenário manteve a bandeira amarela em maio e passou a considerar acionamento de bandeira vermelha patamar 1 em junho. Já em um cenário um pouco mais ameno, que antes considerava bandeira verde em maio e amarela em junho, passou a considerar este acionamento também em maio, escalando para vermelha 1 no mês de junho.

Relatório recente da XP também cita a perspectiva de acionamento de bandeira amarela a partir de maio, e acrescenta que, a partir de julho, haveria bandeira vermelha 1 ou 2, voltando para amarela apenas em novembro e verde em dezembro, a depender da próxima estação chuvosa.

Os analistas do banco anteriormente consideravam perspectiva de bandeira verde ao longo de 2025.

Já a PSR Energy passou a considerar “chance considerável” de acionamento de bandeira amarela a partir de junho. Anteriormente, explica o líder de inteligência de mercado da consultoria, Mateus Cavaliere, as projeções apontavam menor probabilidade de cobrança adicional no primeiro semestre e perspectiva de que isso ocorresse em julho ou agosto. Contudo, começou a pesar a perspectiva de antecipação do fim do período úmido, alterando as expectativas com o enchimento dos reservatórios das hidrelétricas.

A MCM Consultores Associados também incorporou em suas projeções bandeira amarela a partir de julho, assim permanecendo até novembro e voltando para verde em dezembro.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/

Cemig deve expandir energia solar por assinatura para fora de MG

Cemig deve expandir energia solar por assinatura para fora de MG

Segundo o diretor-presidente da Cemig SIM, subsidiária do grupo para o segmento, a elétrica mineira está avaliando a oferta inicialmente em cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste

A elétrica mineira Cemig planeja expandir os negócios de geração distribuída para além de Minas Gerais, seu Estado de origem, e está avaliando a oferta de energia solar “por assinatura” inicialmente em cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste, disse à Reuters o diretor-presidente da Cemig SIM, subsidiária do grupo para o segmento.

Segundo Iuri Mendonça, a previsão é de que os primeiros projetos desse plano tenham início neste ano, somando 40 megawatts-pico (MWp) de potência.

Em entrevista à Reuters, ele afirmou que, embora o grupo Cemig venha concentrando sua estratégia de crescimento nos últimos anos em Minas Gerais, a geração distribuída seguirá a mesma lógica da comercialização de energia elétrica no mercado livre, segmento no qual a estatal mineira tem negócios e presença em todo o país.

“Para nós, é natural essa perspectiva de crescimento fora de Minas, porque a gente já tem atuação no mercado livre, especificamente, no Brasil como um todo”, disse o executivo.

“E, obviamente, a gente vai dar o nosso primeiro passo para regiões onde tem maior conhecimento da marca e relacionamento com o mercado, especialmente na parte de média e alta tensão, (que fazem parte) do mercado livre”.

A Cemig SIM atua com geração distribuída remota, modalidade na qual o consumidor de energia não precisa instalar painéis solares no próprio local de consumo: ele compra cotas ou integra o consórcio de uma fazenda solar remota e, por meio de um sistema de compensação, consegue descontos em relação à tarifa da distribuidora.

O serviço, que se popularizou como “energia solar por assinatura”, vem sendo oferecido a consumidores ligados em baixa tensão, como residências e pequenos comércios, tanto por elétricas quanto por empresas de outros setores que lidam com grandes bases de clientes, como gás, telecomunicações e bancos.

Por não demandar do consumidor investimento ou área para instalação de painéis, a geração remota é vista como uma alternativa mais acessível e vem impulsionando a geração distribuída como um todo –segmento que é o principal responsável pelo avanço da fonte solar no Brasil, hoje já a segunda maior da matriz elétrica, com mais de 50 GW instalados.

O CEO também ressaltou que a empresa focou na transformação digital, melhorias de experiência do cliente e fortalecimento da marca da Cemig para ganhar escala e permitir seu crescimento pelo país.

Entre as ações de marketing para se tornar mais conhecida fora de casa, ele destaca mídia em redes sociais, além de futuras parcerias estratégicas da Cemig SIM.

“Fizemos recentemente uma parceria com a BYD, na qual a venda dos carros (elétricos) leva como opção a nossa solução, dando desconto dentro de Minas. Fizemos parceria também com o Cruzeiro… levando para o sócio-torcedor uma oportunidade também de desconto”, exemplificou.

 

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/